GUILIM, O RIO LI e YANGSHUO.

Guilin é uma cidade localizada no sudeste da China, na província de Guanxi, numa região linda repleta de montanhas cobertas de vegetação. É ponto de partida para um famoso passeio turístico – o Cruzeiro pelo Rio Li.

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A região é marcada pela presença dos picos de cartse, formações de calcário erodidas que geram um cenário diferenciado e intrigante.  Os cruzeiros duram em torno de 6 horas e tem almoço incluído. Nós fizemos um tour guiado (custou EUR 135 na época – maio/12 ) que nos deu direito à busca no hotel, o cruzeiro com almoço, um passeio por Yangshuo, visita ao Banyan Tree Park e sua árvore milenar, avistar a Moon Hill e retorno ao hotel num total aproximado de 8horas e 30min de tour.

O cruzeiro começa a partir do Zhujiang Pier e de lá saem ao mesmo tempo vários barcos de 3 andares: O piso inferior com mesas dispostas junto as janelas nas laterais do barco; o intermediário com o espaço de comando e cozinha e o superior com um deck para apreciar os melhores visuais.  Durante aproximadamente 83km de distância até Yangshuo é possível deparar com diferentes situações do dia a dia dos chineses. Há moradores transportando suas compras em balsas de bambus, há barcos turísticos menores para passeios mais rápidos e há os famoso pescadores que usam cormorões treinados para pegar peixes. Essa prática milenar é mais comum à noite e é usado nos cormorões um colar para que ele não engula o peixe, dando tempo para o pescador puxá-lo da água e pegar a presa. Durante o dia a presença dos pescadores é mais turística mesmo, para arrecadar uns trocados com fotografias.

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As paisagens do Rio Li serviram ao longo dos séculos como inspiração para muitas pinturas. Uma das paisagens, especialmente, estampa a nota de 20 Yuan.

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Ao fim do cruzeiro, chegando em Yangshuo, uma feira de produtos variados se estende junto ao caminho de saída aproveitando o enorme fluxo de turistas que passa por ali diariamente. E é claro que os pescadores com seus cormorões estarão por ali aguardando para tirar fotos. Fizemos uma breve caminhada por lá e rumamos ao Banyan Tree Park.

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O parque fica a 7km de Yangshuo e a principal atração é uma figueira de 7 metros de diâmetro e 17 de altura que foi plantada em algum momento entre os anos 581 e 681. A árvore é incrível e o parque é um local muito agradável para se conhecer.

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No caminho de retorno a Guilin, finalizando nosso passeio, paramos para admirar a Moon Hill, uma montanha com um arco natural que forma uma esfera vazada em seu interior. Existem rotas para escaladas mas posso dizer que a nossa sede de escaladas não era tão forte assim para fazer o percurso. Preferimos apreciar de longe.

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Já de volta à cidade e com pouco tempo para conhecê-la, optamos por visitar um ponto central,a região do Shān Lake. Ali estão os pagodas do sol e da lua, que à noite são iluminados em tons amarelo e branco proporcionando um belo visual. O fato curioso é que os dois são ligados por um tunel submerso onde há uma espécie de aquário.

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Nos vemos no próximo destino.

Claudia & Marcos

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Os Guerreiros de Terracota – XI’AN

     Depois de poucas horas de sono por causa da adrenalina do dia anterior, deixamos nossas coisas no guarda malas do hotel e resolvemos nos aventurar e visitar os famosos Guerreiros de Terracota.

     Pegamos o ônibus nº 5 em frente à saída leste da estação de trens de Xi’an. Depois descobrimos que poderíamos também ter pego o nº 8.

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     A muvuca é grande mas depois de aproximadamente 1 hora e 1/2 chegamos ao museu. Para acessar é um tanto confuso, fomos perguntando até conseguir chegar na bilheteria. A entrada custou 150 YUAN em jun/12 ( aprox. 25 EUR ).

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     O exército foi descoberto em 1974, por agricultores que escavavam um poço. As escavações resultaram em 3 trincheiras e mais de 7 mil soldados, arqueiros e cavalos. Um salão de exposições mostra as peças mais de perto e é possível ver a riqueza de detalhes dessas figuras de cerâmica em tamanho natural.

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     Dizem que o exercito foi modelado para resguardar o túmulo de Qin Shi Huang, soberano que unificou a China há mais de 2.200 anos.

     Entrar na trincheira 1 é algo impactante. São mais de 6 mil guerreiros em formação de batalha. O mais impressionante é que não há um guerreiro igual ao outro – fisionomia, roupas e cabelos são diferenciados criando um conjunto absolutamente fantástico.

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    Como em vários outros lugares da China, vendedores ambulantes incomodam querendo vender miniaturas dos guerreiros enquanto você visita o museu. Dizer não, obrigado em mandarim e em inglês talvez possa adiantar. No nosso caso tivemos que apelar para a cara feia e algumas palavras na língua portuguesa mesmo…funcionou que foi uma beleza…hehehe

     É possível circular por toda a periferia do pavilhão, apreciando as esculturas e vendo o constante trabalho de escavação e restauro realizado no local.

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     Na saída do museu existem várias lojinhas de lembrancinhas; locais para tirar fotos colocando a cabeça sobre o corpo de guerreiros além de locais de alimentação.

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     Pegamos o ônibus nº 8, num estacionamento ali próximo para retornar a Xi’an e pegar as nossas coisas no hotel.

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Já na cidade e com nossas bagagens em mãos, fomos até a frente do Melody Hotel ( onde sai o shuttle bus para o aeroporto). De dentro do ônibus, já acomodados, pudemos observar o assédio de taxistas ( ou supostos taxistas ) aos turistas, tentando convencer que a corrida de táxi seria mais barata. Pagamos 26 Yuan ( cerca de 4,25 Euros ) cada um e seguimos em segurança com o shuttle bus.

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Às 18:20 estávamos no avião prontos para embarcar para o nosso próximo destino – GUILIM.

Até lá!!

Claudia & Marcos

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Susto em Xi’an – China

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     Eram 22:30 quando o avião aterrisou em Xi’an – a famosa cidade dos Guerreiros de Terracota. Levou um tempinho até sairmos do avião e pegarmos as malas. Nesse dia, acabamos fazendo algo que não aconselhamos ninguém a fazer (principalmente em um local onde a comunicação é algo difícil) – não tínhamos agendado transfer até o hotel e a cidade ficava a uns 50km do aeroporto.

O que aconteceu conosco foi incrível e poderia ter sido muito pior, vou tentar resumir:

     Resolvemos pegar um táxi em frente ao aeroporto. O motorista não falava um pingo de inglês, apenas entendeu o endereço porque tínhamos o mesmo escrito em chinês. O táxi tinha uma grade entre o motorista e o cobrador e isso já nos deixou apreensivos.

     Começamos a rodar e um pouco depois de sairmos do aeroporto, outro táxi encostou no nosso. Os motoristas se falaram e em instantes resolveram parar no acostamento. Estávamos na estrada, num breu só. Dois passageiros, sem mala alguma, saíram do outro táxi e fizeram menção de ir para o nosso. Gritamos em inglês e em português com o nosso motorista, saindo do carro e fazendo gestos para chamar a atenção de outros carros que passavam pela rodovia. Conseguimos então impedir que os outros passageiros entrassem em nosso veículo e fazer com que o nosso motorista abrisse o porta malas para pegarmos nossas coisas.

     Depois de muita gritaria e confusão, conseguimos retornar à pé, na estrada, no escuro, pelos cerca de 2km que nos separavam do aeroporto.

     Num total estado de nervosismo, já dentro do saguão, conseguimos um shuttle bus ( ônibus expresso ) para a cidade. E como um final de filme de suspense, já dentro do ônibus, rumamos para a cidade…na direção CONTRÁRIA à do táxi!!!!

Sãos e salvos

Claudia e Marcos

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PEQUIM-Palácio de Verão e o Buda Temple

Era 05 de junho de 2012. Fomos brindados por um lindo dia de sol. Dia perfeito para visitar o Palácio de Verão – refúgio dos imperadores da Dinastia Qing para os dias de calor e o maior jardim imperial existente na China.

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O Palácio fica à noroeste da cidade e é facilmente alcançado através da linha 4 do metrô ( descer na estação Beigongmen). O complexo cobre uma área de aproximadamente 290 hectares e a entrada custou na época 30 yuan – cerca de 5 euros por pessoa.

Dentro do terreno, em meio a uma densa vegetação é possível contemplar pórticos, construções, escadarias, templos e torres com uma impressionante riqueza de detalhes. Da colina da longevidade, ponto principal do terreno, tem-se um lindo visual do Lago Kunming – onde podem ser feitos passeios de barco para visitar as ilhas e caminhar pela ponte dos dezessete arcos.

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Saímos do Palácio de Verão e rumamos para o mais espetacular complexo de templos de Pequim – o Lama Temple ( Yonghegong ), construído no século XVII e transformado em 1777 em um Mosteiro de Lamas (nome dado aos monges budistas com conhecimentos avançados) . É o maior templo de budismo tibetano em Pequim. Para chegar lá usamos o metrô e fizemos um filmezinho pra mostrar como comprar o ticket na máquina:

Depois de pagar 25 yuan ( cerca de 4 EUR por pessoa ) entramos no complexo do Lama Temple. Seus prédios são muito semelhantes aos que vimos no Templo do Céu, na Cidade Proibida e no Palácio de Verão. A cor vermelha é predominante e os detalhes são pintados em azul, verde e dourado. O destaque fica no Wanfu Pavilion – uma estátua de Maitreya ( o Buda do Futuro ) de 17m de altura esculpida num único bloco de sândalo.

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Interessante observar os rituais dos visitantes com seus incensos fumegantes.

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Retornamos ao hotel, onde havíamos contratado um transfer que nos levaria ao aeroporto. Às 20:30 pegamos um voo que nos levou até Xi´an onde teríamos a experiência mais punk da nossa viagem. Mas isso é assunto para o próximo post.

Um abraço

Claudia & Marcos

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O Caminho Sagrado e as Muralhas da China

Chegar até algum dos trechos da Grande Muralha por conta própria pode ser um tanto difícil num país de língua totalmente diferente da nossa como é o caso da China. Optamos por fazer um tour oferecido pelo hotel que contemplava o Caminho Sagrado das Tumbas Ming e o trecho Mutianyu da Muralha. ( 57 EUR em junho/12 ).

Os túmulos Ming, local de repouso de 13 imperadores dessa dinastia, situam-se a uns 50km a noroeste de Pequim e são um dos melhores exemplos da arquitetura imperial funerária da China. No complexo, construído segundo regras do feng-shui, existem portões, pavilhões e um trecho chamado Caminho Sagrado ou Caminho dos Espíritos. Nesse trecho estão dispostos em ambos os lados, 36 estátuas de altos funcionários, soldados, animais e bestas mitológicas – guardiões de pedra dispostos em pares para proteção dos imperadores.

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 Saímos do Complexo das Tumbas Ming na expectativa de vivenciar a experiência de estar na tão falada Muralha da China.

     A Grande Muralha foi construída durante várias dinastias, como um sistema de defesa. Por não ser uma estrutura única, as características e materiais da muralha variam de região para região. Estima-se que a junção de todas as secções localizadas na fronteira norte do antigo reino chinês totalize 15.000km.

     Escolhemos visitar o trecho Mutianyu por ser um local menos procurado por turistas em geral, para que pudessemos admirar o local com mais calma e tranquilidade. Para subir até a muralha é necessário pegar carona num cable car. A subida é ingrime e o visual é algo impressionante – é como ver uma grande cobra de pedra serpentear por entre a vegetação abundante.

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     Caminhar pela muralha é uma experiência única. Impossível não pensar nas milhares de pessoas envolvidas na construção desse gigante de pedra.

     Mutianyu tem subidas bem acentuadas, especialmente se você decidir ir para o lado direito quando chegar com o cable car. É preciso fôlego para subir as escadarias mas o espetáculo que te espera lá em cima vale cada suspiro.

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     Achamos que tínhamos visto tudo e que a melhor parte da visita já tinha passado mas o melhor tinha ficado para o final ( o melhor em termos de aventura ). Descer de cable car?… Não!! O que nos esperava era nada mais nada menos que um tobogã – o máximo!!! A vontade que deu foi de subir denovo só para andar mais uma vez…hehe

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     Saímos das muralhas e, antes de retornar ao hotel, demos uma passada numa fábrica de produtos de seda, em Pequim. Além de aprendermos todo o processo de fabricação da seda e ver os belos produtos feitos com ela, pudemos conhecer um prédio com decoração típica chinesa.

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     O dia terminou na movimentada Wangfujing, principal rua de comércio de Pequim.

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No próximo post, mais um pouco de Pequim

Um abraço

Claudia & Marcos

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Ocidentais famosos em Pequim

     Nas nossas pesquisas pré-viagem, tinha ouvido falar na fixação dos orientais em tirar fotos com os ocidentais. Não sei o porquê de tudo isso mas sei que viramos celebridade na China…heheh  Meninas, Rapazes, Senhoras e Senhores nos abordavam perguntando se poderíamos tirar fotos junto com eles. A primeira vez foi estranho pois não entendemos direito se era pra tirar a foto pra eles ou com eles. Depois a coisa deslanchou e foi motivo pra muitas risadas: quando não nos paravam por um bom tempo pensávamos que nossa popularidade tinha caído…hahah

     Registramos todas as fotos e tá aí um bom apanhado delas:

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Viu só? Vai ser famoso lá na China!!!

Um autógrafo

Claudia & Marcos

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Pequim – uma visita à Cidade Proibida, ao Zoológico e ao Parque Olímpico.

     Nos encontramos com nosso novo amigo paulista no nosso hotel pela manhã e fomos visitar a Cidade Proibida logo ali próximo. Também chamado de Museu do Palácio, trata-se de um conjunto de construções imperiais antigas que tem a maior escala e a melhor conservação do mundo. A entrada custou em junho/12, ¥60,00, cerca de U$ 10,00. O local é imenso e dá pra ser visitado sozinho. Mas se você quiser entender um pouco mais sobre o lugar, pode solicitar um audio-guide ou até mesmo fazer o download de umas das sugestões de roteiro encontradas no site do museu. Fizemos o nosso passeio sozinhos e apreciamos muito o que encontramos por lá.

As estatuetas nas arestas dos telhados representam a importância do edifício. Quanto mais estatuetas, maior o status.

No museu são encontradas informações em inglês, portanto quem domina a língua pode se locomover por lá facilmente.

    Para os que não dominam, nada melhor que um ícone mais do que conhecido internacionalmente para a hora do aperto.

     Saímos da cidade proibida e rumamos para o norte de taxi, a fim de conhecer o zoológico de Pequim e ver os tão famosos pandas. Confesso que para quem conhece os zoos de Berlim e de Stuttgart, na Alemanha, o de Pequim deixou a desejar oelo seu mal estado de conservação. Mesmo assim aproveitamos o passeio, afina precisávamos fazer render os ¥40,00 ( cerca de US 6,00 ) que havíamos investido no ingresso.

     O zoológico de Pequim foi fundado em 1906, cobrindo uma área de 86 hectares. Ali mais de 5.000 animais de 450 espécies são apresentados ao público. Fomos direto ao que mais nos interessava – o Panda Gigante. E eles são tão fofinhos – parecem bichinhos de pelúcia.

Depois de visitar os famosos, hora de ver outros moradores do local.

Uma tempestade se armou e de repente estávamos numa daquelas situações que rendem ótimas histórias de viagem. Nos abrigamos da chuva junto a um quiosque de sorvetes. A chuva era tanta que a vendedora sugeriu que um de nós entrassemos no quiosque para se proteger melhor. E lá se foi o paulista, com os sapatos encharcados, pra dentro do pequeno espaço. Com a ajuda de um tradutor eletrônico inglês – chinês, conseguimos nos comunicar e fazer uma nova amiga, com direito a foto para recordação e tudo mais.

     Passada a chuva, era hora de se aventurar no metrô e ir até o Parque Olímpico, centro das atenções durante as Olimpíadas de Pequim em 2008.

     chegamos ao Centro Olímpico e já de cara nos deparamos com o Ninho de Pássaro, uma estrutura extraordinária, palco das cerimônias de abertura e encerramento dos jogos e das provas de atletismo e a final do futebol.

       E ali ao lado, tão famoso quanto, estava o cubo d’Água, revestido por três mil gigantescas bolhas de plástico translúcido, uma loucura.     O parque é enorme e é frequentado por milhares de turistas de todos os cantos do mundo.     Após a visita, pegamos o metro em direção à nossos hotéis. Nos despedimos de nosso amigo, que ficaria mais algum tempo no interior da China, à trabalho.

    À noite demos uma volta pela Rua Wangfunging, uma rua comercial e nos deparamos com uma ruela onde são vendidos os mais exóticos espetinhos: estrela do mar, cavalo marinho e escorpião. Se alguém come eu não sei, não vi. Só sei é que os turistas aqui preferiram não pagar pra ver, ou melhor, comer.     Servidos? Acho que não, né?

Um abraço

Claudia & Marcos